Data e Hora: 02/07/08 - 17:00
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Saber Morrer

Nem todo mundo sabe morrer. Quanto mais eu, que não sei de nada. Nem o nome da minha mais nova heroína.

A finada tia da minha terapeuta. É,ela mesma. Ela soube morrer.

Foi o 2º caso desse gênero de câncer no mundo. Entre trilhões de pessoas que viveram em milhares de anos, só se tem registro de duas com esse câncer e foi (in)justamente a tia da minha psicóloga quem contraiu.

Eu acredito que Deus escreve certo por linhas tortas. Vai ver só essas duas pessoas iam saber morrer. Não sei, não sei de nada. Só suspeito.

Essa senhora contraiu há 7 anos atrás câncer na vagina. A dor que essa pessoa sentiu pode ser fielmente comparada com tortura nazista. Anos de sofrimento, queimação, quimioterapia, radioterapia e tudo mais que uma pessoa com um câncer raro tem direito. Anos mais tarde o tumor deu uma trégua. Mas não por muito tempo.

Logo apareceu uma macha avermelhada na perna dela. "Ah, eu devo ter batido em algum móvel, não foi nada." É, não foi nada de mais. Só o tumor voltando. Mas até o médico atender a titia já haviam passado mais de 5 meses. O suficiente para que o câncer atingisse os ossos, que ao fim de seus dias estavam partidos em diversos lugares, devido ao câncer. Prefiro nem imaginar a dor dessa senhora de ter a perna toda quebrada... Mas nem na última hora de vida ela conseguiu ser egoísta: preferiu dar força pros filhos do que entrar em pânico e se desesperar. Ao que o médico declarou a falência dos rins, ela se preparava para a morte.

Recebeu um por um, filhos e netos. Disse tudo que havia por dizer. Consolou o marido e proibiu-o de chorar, afinal ela estava indo encontrar o Criador. Que ninguém sofresse ou se preocupasse, por que o sofrimento e as preocupações dela morriam ali, naquela cama de hospital. Ela ia em paz. E com muita garra. Agradeceu ao médico pelos cuidados e dedicação e fez seu último pedido: "Obrigada por tudo, doutor. Agora já pode me desligar."

Minha heroína. Exemplo pra toda vida. Não precisei saber do nome. Ela soube morrer, e isso já me basta.



- Postado por: M_Jotah! às 17h21
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Tampa e Panela

A pergunta que nós mulheres passamos a vida fazendo: "Será que existe alguém perfeito pra mim lá fora? Será que existe isso de alma gêmea, o encaixe perfeito, a tampa pra minha panela"?

Sim, querida leitora: existe sim alguém pra você, em algum lugar do mundo. Isso eu garanto. Só não garanto que vai ser perfeito, que vá durar pra sempre e que vocês vão ter uma porção de filhos lindos.

Afinal, uma panela pode ser fechada apenas por uma tampa. Às vezes a gente pega (às cegas) a primeira tampa que vê no armário escuro - você não tem tempo pra procurar(?). Ou pelo menos acha que não tem... Aí põe encima da panela e - surpresa das surpresas - não era a tampa certa. Folgada demais, pequena demais, muito grande. E fica pensando "awhn, que droga de tampa essa heim! vou é catar outra, isso sim!" E até esquece que quem escolheu foi você mesma; você meteu a mão no armário e puxou a dita cuja, ela não caiu de pára-quedas na sua cabeça. Ou tem aquelas que poem o armário abaixo, olham tampa por tampa até que esperimentam uma. Mas até aí o caldo já entornou... E agora? Não tem tampa que salve, já foi. Você passou tanto tempo escolhendo que nem se lembrou do que tinha dentro da panela.

Tem gente que desiste de achar a tampa certa e se conforma em usar a errada mesmo. Ou "as" erradas. Tem até quem abra mão de panelas, tampas e essas coisas: compra comida congelada. E faz de conta que não queria saber pilotar um fogão. Mas esses são raros mesmo... Em todo caso, eu continuo catando a tal tampa, tentando uma por vez. Às vezes cansa, sim, e eu acho que nunca mais vou mexer naquele "armário estúpido" denovo. Engano meu, eu sempre volto. E pretendo voltar quantas vezes forem necessárias, até que minhas tampa e panela estejam lá, juntinhas no fogão, contendo uma refeição maravilhosa pra eu me lambuzar: o tal do amor verdadeiro.

Beijos da mâitre. ;]~



- Postado por: M_Jotah! às 12h24
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História de Hospital

Quem é que nunca foi num hospital na vida? Aquele cheiro de remédio, branco pra tudo quanto é lado -até parece casamento! - e montes de gente doente.

Coisa óbvia.

Mas quem nunca ouviu uma história de hospital? De parente que entrou com um problema e saiu com outro, de amigo que foi tirar sangue e desmaiou, de vizinho que até hoje espera ser chamado e por aí vai...

Eu tenho um punhado dessas histórias, sendo meu avô diretor de um hospital, minha melhor amiga ficou internada e perdeu 10kg, pai que fez cirurgia e ficou ótimo, amigo que pegou infecção hospitalar e uma dúzia de outras do gênero. Mas - como diria um açogueiro - vamos por partes.

Meu bisavô é bem famoso na cidadezinha onde viveu - tem até escola com o nome dele! - porque fundou o 1º hospital de Sobradinho, onde trabalhou até o fim de seus dias com a Vó Hulda, parteira e enfermeira de plantão. O Hospital Sebastiany é herança dos filhos, dentre eles o meu avô, que mora do lado da Farmácia Sebastiany e toma conta dessas coisas de família. Family business. 3 dos meus tios são médicos, assim como todos os irmãos do vô que trabalham na clínica e no hospital, onde nasceu mais da metade dos Sebastiany. Vovó diz que "numa cidade pequena, onde cortavam a luz às 8 da noite não se tinha muita coisa pra fazer, então dá-lhe fazer filho né..." ;]

Minha melhor amiga costuma desmaiar com freqüência. Tipo, 2x por semana... Sorte que a gente sempre tava em grupo e alguém ajudava a arrastar ela pro Hospital da Brigada. Aí ela já era da casa: tinha a própria cama na UTI e ficou amiga dos médicos plantonistas. Pegou tanta intimidade que resolveram internar ela de vez, só pra garantir. E dá-lhe remédio, soro, comida sem gosto, exame... Reviraram a moça de cabeça pra baixo. Aí encontraram lá, bem escondidinho, um tumorzinho de nada no cérebro. Coisa pouca. O problema meesmo era a epilepsia, que descobriram logo em seguida. Nada que uns remedinhos não dêem conta né. ;]



- Postado por: M_Jotah! às 15h33
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Feriado nacional

Oi genteem!

Feriadão é tão bom... A gente passa uns 3,4 dias descansando sem escola, sem trabalho, sem compromissos e esse tipo de coisa. Vocês já pararam pra pensar quantos feriados tem no ano? Bom, eu nunca parei pra contar nem nada, mas tem pelo menos dois por mês. E, contando com os fins de semana, dá mais ou menos seis dias de folga num mês. 12 meses por ano = 72 dias de folga por ano, além das férias de julho e janeiro. E apesar de tooda essa folga nacional, tá todo mundo sempre cansado de trabalhar, de estudar, de tudo! E ainda nos ofendemos se chega gringo aqui falando que brasileiro é preguiçoso, tudo vagabundo. É, não dá mesmo pra generalizar né, mas quem nunca sentiu uma preguicinha que atire a primeira pedra...

Eu sempre achei o povo brasileiro super guerreiro, sempre correndo atrás e batalhando até o fim... Claro, sempre existiram os encostados e vagabundos, que abusam do bolso e da paciância de suas cônjuges e/ou família e sendo estes os mais salientes, o pessoal lá de fora fica com essa imagem bem distorcida do povo brasileiro, usando por base o filme dos Simpsons: vagabundos - mulher pelada - samba - muitos bichos e muito verde - violência - pobreza. Mas isso é o que mostram pra gringada: o país da gente tem muitos outros aspectos, tanto positivos quanto negativos. Ninguém lembra dos montes de projetos sociais nas favelas e vilas, da repercussão da mídia em casos como o da Isabela Nardoni, que pressiona os peritos e juízes a tomarem as devidas providências, entre outros. O Brasil tem muita coisa boa, sim senhor.

Beijos da blogueira brasileira.



- Postado por: M_Jotah! às 12h38
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Inspiração

Oi genteem!

Ontem não deu pra escrever, mas hoje eu tô super bem disposta, só me falta a tal da inspiração.

Sabe aquela que só aparece quando a gente não tá procurando, que foge na hora de fazer trabalho de escola, que volta pra casa no meio da noite só pra te acordar? Pois é, essa mesma. A dita me fugiu logo hoje, que eu prometi postar. Parece até de propósito...

Vai ver ela tá de cara comigo, porque eu sempre jogo a pobre no fundo da gaveta e deixo lá, mofando, por falta de papel e caneta. É, deve ser isso: ela tá de implicância comigo porque eu não dou muita bola quando a chata me acorda de madrugada, que nem cachorrinho novo pedindo pra sair... Mas é que muitas vezes o cansaço fala - grita - mais alto e eu volto a dormir, com aquela agonia de deixar por isso mesmo... Mas sabem como é né, a dona inspiração é uma criança mimada: faz um fiaasco pra ser atendida e se é jogada pra escanteio, faz beicinho e diz que não quer mais saber da gente. É, é uma criaturinha bem temperamental essa inspiração né...

E não é que me rendeu um bom textinho essa "desinspiração"? Que bom então... ^^

Beijos da blogueira maluquinha



- Postado por: M_Jotah! às 12h49
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