

Quem é que nunca foi num hospital na vida? Aquele cheiro de remédio, branco pra tudo quanto é lado -até parece casamento! - e montes de gente doente.
Coisa óbvia.
Mas quem nunca ouviu uma história de hospital? De parente que entrou com um problema e saiu com outro, de amigo que foi tirar sangue e desmaiou, de vizinho que até hoje espera ser chamado e por aí vai...
Eu tenho um punhado dessas histórias, sendo meu avô diretor de um hospital, minha melhor amiga ficou internada e perdeu 10kg, pai que fez cirurgia e ficou ótimo, amigo que pegou infecção hospitalar e uma dúzia de outras do gênero. Mas - como diria um açogueiro - vamos por partes.
Meu bisavô é bem famoso na cidadezinha onde viveu - tem até escola com o nome dele! - porque fundou o 1º hospital de Sobradinho, onde trabalhou até o fim de seus dias com a Vó Hulda, parteira e enfermeira de plantão. O Hospital Sebastiany é herança dos filhos, dentre eles o meu avô, que mora do lado da Farmácia Sebastiany e toma conta dessas coisas de família. Family business. 3 dos meus tios são médicos, assim como todos os irmãos do vô que trabalham na clínica e no hospital, onde nasceu mais da metade dos Sebastiany. Vovó diz que "numa cidade pequena, onde cortavam a luz às 8 da noite não se tinha muita coisa pra fazer, então dá-lhe fazer filho né..." ;]
Minha melhor amiga costuma desmaiar com freqüência. Tipo, 2x por semana... Sorte que a gente sempre tava em grupo e alguém ajudava a arrastar ela pro Hospital da Brigada. Aí ela já era da casa: tinha a própria cama na UTI e ficou amiga dos médicos plantonistas. Pegou tanta intimidade que resolveram internar ela de vez, só pra garantir. E dá-lhe remédio, soro, comida sem gosto, exame... Reviraram a moça de cabeça pra baixo. Aí encontraram lá, bem escondidinho, um tumorzinho de nada no cérebro. Coisa pouca. O problema meesmo era a epilepsia, que descobriram logo em seguida. Nada que uns remedinhos não dêem conta né. ;]
